TOP 5: Melhores e Piores de 2013

Publicada em 01:12 - 28/12/2013 por Elderfel

2014 paira no horizonte e o ventos vindos daquela direção indicam mudança, mas não podemos nos despedir de 2013 sem fazer uma grande retrospectiva do que ele nos ofereceu no campo das séries. Muitas nos decepcionaram, muitas nos impressionaram. Rimos, nos emocionamos e xingamos. E nada mais vale que uma pequena lista das piores e melhores séries do ano que seu Weekler da semana (Elderfel) separou para seu divertimento. Infelizmente não dá para pôr todas nesse TOP 5, mas levei em consideração as que, nesse ano, foram e não foram uma perda de tempo. Também revelo a vocês o que os legenders da própria equipe InSUBs amaram e odiaram nessa fase. As listagens estão por ordem de preferência.

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PIORES DE 2013

5. Hostages



Era uma grande promessa da CBS, e o melhor de tudo: Toni Colette (United States of Tara), uma das minhas atrizes mais queridas, protagonizaria. Pode-se dizer que a audiência fraquíssima da série se deveu ao fato de The Blacklist ser exibida no mesmo horário (a série vem logo após The Voice, reality show de grande audiência, o que contribuiu para a renovação prematura de Reddington e seus amigos), mas uma hora acaba-se notando que o elenco de Hostages não tem química, que alguns plots tornaram-se maçantes (e irritantes), que o texto é pobre e que as atuações (até da própria Colette) ficaram péssimas em várias situações – se não for exagero, em todas. Eu entendi o conceito por trás da série: os cidadãos são reféns do governo, não de bandidos comuns. Mas Hostages não me fez torcer para os mocinhos nem para os bandidos – só me provocou apatia. O (series) finale da série será exibido no dia 6 de janeiro.

4. Betrayal



Provavelmente a ABC aprovou Betrayal por ter uma história simples como a de Revenge (sua antecessora aos domingos). A única diferença é que Revenge é “boa” e Betrayal é “super trash”. É uma história de amor: a mocinha casada se apaixona por um advogado que está defendendo um criminoso; e o marido da mocinha, que também é advogado, quer pôr o tal criminoso na cadeia. A mulher trai e o marido não gosta, a família do amante não gosta (por sinal, o criminoso é sogro dele), o mundo desaba, mas os dois (mocinha e amante) só ficam na cama trocando juras de amor – do tipo “Eu te amo muito, vamos fugir.” As atuações são péssimas, de verdade. Mas Betrayal está no 4º lugar da lista principalmente pelo caminho que os produtores decidiram seguir: diferente de Revenge, que de uma história simples foi ficando “mais complexa” (e maçante às vezes), Betrayal foi de uma história simples a uma mais pateticamente simples ainda, o que deu super errado. A série encerra em janeiro, provavelmente com um final pronto, já que, assim como Hostages, foi programada para ter só uma temporada. Pelo menos isso para as nossas lanterninhas.

3. Super Fun Night



Gostei muito do primeiro episódio, torci por um relacionamento entre Kimmie e Richard já nos primeiros minutos, adorei o pequeno musical no fim de Anything For Love, que me fez lembrar de Pitch Perfect. Eu tinha grandes esperanças para Rebel Wilson dar certo na TV, ainda mais porque ela tinha ajuda do meu querido Conan O’Brien. Mas a série ficou enjoada – super! enjoada –, com um texto de dar vergonha quando comparado ao de Modern Family (que antecede a série nas quartas). Quando vi que Kimmie e Richard não tinham futuro, a série havia acabado para mim. Uma pena. A série terá 17 episódios. Nove já foram exibidos. Cancelamento à vista, por sinal.

2. Dads



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1. Dexter



Eu tremo só de pensar em como essa série tinha um destino brilhante. Os produtores tinham uma mina de ouro (de qualidade, porque dinheiro eles ganharam bastante) na mão, mas nem eles nem a Showtime souberam como gerenciá-la. Eu assistia Dexter desde a época em que muitos de vocês nem sabiam que dava para baixar séries pela internet. Eu me lembro de uma época em que Dexter era a grande revolução da TV. Muitos que assistiam diziam de peito estufado que era a melhor série de todos os tempos (e olha que na época Lost estava no páreo). Aí a 4ª temporada acabou, e nós fãs tínhamos certeza de que aquele ciclo jamais seria superado – mas tínhamos esperanças. Sim, tínhamos esperanças de que Dexter evoluiria. Mas não evoluiu. A 5ª temporada foi fraca, mas dissemos: “Beleza, pode ser que na próxima melhore.” A 6ª veio, mas nada. A 7ª veio, mas nada. Chegou a 8ª e vimos que não haveria mais volta. Uma das séries mais queridas de todos os tempos teria o pior final de todos. E teve: Debra morreu (para quê?) e Dexter virou lenhador na p$@% que p@%#%#. O pior de tudo? A última cena de “Remember the Monsters?” é muito semelhante à também última cena de Damages, com Glenn Close encerrando a série como a diva que é. Mas Michael C. Hall não é Cruela de Vil, e quando vi Dexter me encarando com seus olhos de mel, senti a maior vergonha alheia da minha vida. Pobre C. Hall, pobre Carpenter. Nem tiveram chance.


Para os legenders da equipe InSUBS, por outro lado, as piores séries foram (em ordem de “preferência”): Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., Dexter, Glee, Once Upon a Time in Wonderland e Mom.

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MELHORES DE 2013

5. Spartacus: War of the Damned



Que presente de Steven DeKnight! Era chegado o fim. O gladiador trácio havia entrado na maior revolta servil da República Romana. O “The Bringer of Rain” batalharia pela libertação dos escravos e pereceria, mas como herói. Foi um finale emocionante para uma série que soube ser estável desde seus primeiros momentos em Cápua, protagonizados por Andy Whitfield, falecido em 2011. Muitos pensavam que a série acabaria ali, mas não... Ainda era preciso um finale épico. Os fãs que se informaram sobre a história de “Espártaco” já sabiam onde tudo acabaria, mas até chegarmos lá, DeKnight nos entregou uma jornada repleta de sangue, mutilações, sexo, guerra, perdas e vitórias – tudo coroado com essa última temporada. Destaque a Manu Bennett por ter dado vida ao intenso Crixus, talvez o personagem mais adorado da série.

4. The Good Wife



Tudo começou com uma coletiva de imprensa. Flashes intermináveis de fotógrafos. Peter pede desculpas por ter dormido com prostitutas. Ele pega a mão de Alicia e sai pela porta lateral do salão. No corredor, a caminho da saída, Alicia para, em choque e (publicamente) humilhada. Peter pergunta se está tudo bem. Alicia olha para ele e dá um belo tapa no marido traidor. Nunca vou me esquecer desse primeiro ato do piloto de The Good Wife. Desde que vi essa cena em 2009, eu sabia que a série seria uma joia rara da TV aberta, e acompanhei a trajetória de Alicia Florrick como advogada, mãe e mulher resolvida. A história foi ficando bonita; contudo, um tanto maçante. Mas as atuações continuavam espetaculares. Direção, fotografia, produção... tudo muito belo. E aí chega a 5ª temporada. Chega a lufada de ar fresco que a série precisava, culminando em uma das obras de arte mais belas da TV: “Hitting the Fan”. A antiga The Good Wife acabava ali, e agora vinha uma nova série. Destaque para a sempre sensacional Julianna Margulies, para meu amor Christine Baranski, e para Josh Charles, que, finalmente, mostra a que veio. Que apertem os cintos os desavisados! O gigante acordou!

3. Mad Men



Mad Men, o campeão dos campeões. Para mim, pelo menos, é... por enquanto. Mas esse ano você fica em 3º lugar, Mad Men. Não que isso represente uma queda de qualidade. Pelo contrário: Mad Men continua firme e forte em sua evolução. Nessa temporada chegamos ao inevitável – o início da queda de Don Draper. O mundo está se transformando, mas Draper foi deixado para trás. Ele simplesmente não consegue se adaptar a essa nova era do final dos anos 1960. Perde até interesse pelo trabalho. A família se afasta. A amante prefere voltar para o marido. Aí vemos Don Draper com um futuro incerto. E como se isso não bastasse, no finale surge a frase “Going down?” para dar um tapa nos fãs. Mad Men está pronta para uma temporada final fantástica. Se vocês sentirem um terremoto nos próximos anos, saibam que é Mad Men... atropelando tudo que vier pela frente.

2. House of Cards



O produto da união de David Fincher e Kevin Spacey não poderia decepcionar. House of Cards é um marco zero: prova de que séries feitas para a internet são relevantes. Ah se vencesse o Emmy de melhor drama desse ano... O texto é maravilhoso e afiado. As atuações são de ponta, Kevin Spacey é um dos caras mais incríveis que já vi na telinha. Há muitas liberdades criativas. Merece o 2º lugar da lista por sua qualidade e valor histórico. A segunda temporada estará disponível no Netflix em fevereiro de 2014. Parabéns, Netflix! Parabéns, internet!

1. Breaking Bad



Esse ano, contudo, foi de Breaking Bad. Essa é a vencedora do próximo Emmy, essa é a nova série clássica da televisão. Eu, particularmente, acho Breaking Bad entediante em muitos pontos, mas não vou tirar o mérito dela nessa última temporada por causa disso. Todos os episódios foram necessários e afiados. Não houve perda de tempo. E o fim foi muito satisfatório. Belo. Vince Gilligan é o cara. Meu personagem favorito era o Hank, e eu adorava o modo como ele chegava cada vez mais perto da verdade. A verdade veio, Walter White foi castigado, muitos pereceram no caminho, mas Breaking Bad ascendeu e tornou-se a melhor série de 2013 e uma das melhores da televisão, hands down! Destaque para Ozymandias, melhor episódio do ano; para Aaron Paul, com sua cabeça gigantesca e atuação de primeira; para Anna Gunn e sua polêmica Skyler; e para meu herói Bryan Cranston, que finalmente saiu do casulo e mostrou-se ao mundo.


Para os legenders da casa, as melhores séries foram (em ordem de preferência): The Blacklist, American Horror Story: Coven, Breaking Bad, Scandal e Arrow.

Menções honrosas: Masters of Sex, Ray Donovan, My Mad Fat Diary, Veep, Bates Motel, Game of Thrones, Sons of Anarchy, Hannibal, Him & Her, Orphan Black, Sleepy Hollow, Rectify, Orange is the New Black, Hello Ladies, The Newsroom, Vicious, Black Mirror, Bron/Broen e Doctor Who.


Feliz ano novo! Eu verei vocês no final de janeiro com um post de aquecimento para a 2ª temporada de My Mad Fat Diary, que volta em fevereiro no Reino Unido. E que venham as novas séries!

-Elderfel-


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