Oscar Nominees - The Shape of Water

Publicada em 22:02 - 05/02/2018 por PenelopeC

Em homenagem ao nonagésimo Oscar, resolvemos fazer uma série especial da nossa Weekly. Até o dia da premiação (04/03) postaremos aqui comentários dos nossos legenders sobre os filmes que foram indicados ao melhor prêmio (Melhor Filme). Serão dois filmes por semana. E, para começar, escolhemos logo um dos favoritos, dirigido por ninguém menos que Guilhermo del Toro.

 

Esperamos que gostem!

 

No filme “A forma da água”, Guillermo Del Toro leva seu amor ao bizarro ao extremo. Uma história dita ser um “conto de fadas erótico”, passou bem longe de conto de fadas e chegou próximo a filme de horror.
O romance entre a faxineira muda e a criatura aquática chega a ser perturbador.
Tirando a história medonha, a direção de Del Toro é, como sempre impecável, e, apesar de estranha, a trama é original e satisfatória.
A atuação da atriz Sally Hawkins é genial com sua interpretação toda baseada apenas em sinais e expressões. Assim como toda a tensão e estresse da guerra fria é sentida na personagem de Michael Shannon.
Apesar de extremamente excêntrico é esquisito, o filme mereceu suas 13 indicações ao Oscar.

 Whataisa 

 

 

 São poucas palavras, porque foi como fiquei... Sem palavras, praticamente.

"Talvez sejamos relíquias."
"Ele é uma criatura selvagem. Não podemos esperar que ele seja algo que não é."
Encantada com a simplicidade, pureza e inocência da amizade e do amor verdadeiro acima de qualquer diferença. O sacrifício por amor, no mundo daqueles que só se importam com poder e ganancia.
Divertido, mágico, intenso, uma dança suave do começo ao fim.
Guillermo del Toro, mais uma vez mandando bem. 
Perfeito!

 Sofie

 

 

Com a direção peculiar do Guilhermo del Toro, A Forma da Água (com sua natureza de fábula que torna fácil a comparação com histórias de amor como A Bela e a Fera) é um filme doce com momentos dramáticos, violentos e até incômodos (talvez para o telespectador mais sensível).

 Ambientado nos anos 60 em um contexto de tensão entre americanos e soviéticos, o filme traz uma mensagem muito contemporânea, com um vilão branco heterossexual que busca ser um modelo para o "american way of life", tentando executar uma criatura que representa o que para ele vai contra a criação de Deus, contra um homem homossexual e duas mulheres (sendo uma negra) que tentam salvar o homem-anfíbio para que se torne possível o amor entre esse, e a protagonista muda que tenta se permitir mais prazeres.

 Del Toro consegue passar muita informação de forma não-verbal, usando (como de costume) as cores, por exemplo, para passar a sensação que deseja ao telespectador.

 Mesmo muda, a protagonista tem uma capacidade de comunicação incrível e peculiar (através de sinais, óbvio, mas também de ações) que é capaz de criar cenas de alto teor artístico e emocional. Inclusive, é por causa da incapacidade que ambos possuem de falar que Eliza e o homem-anfíbio se entendem e se apaixonam, como se essa nova forma de amor que ambos descobrem (e se permitem) fosse o que faltasse para a felicidade e prazer dos dois.

 O filme, porém (talvez por assumir esse caráter de fábula), acaba se tornando muito previsível, fazendo com que alguns momentos que deveriam criar um suspense e deixar uma expectativa para os próximos acontecimentos fiquem sem transmitir sensação alguma.

 De qualquer forma, o filme é muito divertido, com uma linguagem bem construída, e uma direção que demonstra o amor de Guilhermo del Toro em fazer cinema.

Ziggy

 


Outras postagens



Comente

Parceiros

Podcast

Facebook

InSUBs - Qualidade é InSUBstituível © 2007 - 2018 - Termos e condições de uso.