Oscar Nominees - Dunkirk

Publicada em 23:02 - 10/02/2018 por PenelopeC

Em homenagem ao nonagésimo Oscar, resolvemos fazer uma série especial da nossa Weekly. Até o dia da premiação (04/03) postaremos aqui comentários dos nossos legenders sobre os filmes que foram indicados ao melhor prêmio (Melhor Filme). Serão dois filmes por semana. O de hoje foi dirigido por Emma Thomas e Christopher Nolan (quem já assistiu Inception? Ou Interstellar?).

 

Esperamos que gostem!

 

Dunkirk é mais uma obra prima de Christopher Nolan.

Com uma direção, como sempre, genial, ele conseguiu trazer aos espectadores toda a frieza da guerra quando cortou essa ligação espectador/personagem.

Mas ao mesmo tempo em que não criamos conexão com as personagens, é impossível não se solidarizar com a situação em que estão.

A tensão dos momentos, o horror, o desespero e o heroísmo chegam a ser palpáveis e no fim não tem um coração que não se derreta.

Como era de se esperar, a fotografia do filme é maravilhosa, em inúmeros momentos me peguei tão concentrada nela que percebi que não prestava mais tanta atenção à história, a trilha sonora do filme é de alegrar qualquer coração.

A atuação do Tom Hardy está impecável é impagável e até mesmo o Harry Styles conseguiu surpreender com sua atuação não desastrosa.

Com certeza é um dos mais fortes do Oscar.

Whataisa

 

 

Dunkirk, do polêmico diretor Christopher Nolan, aparece quase que aleatoriamente no meio dos indicados ao Oscar. Um erro de escolha da Academia, talvez cometido motivado pela hype que os fãs do Nolan criam em cima de qualquer produção desse.

O filme, que conta a história da evacuação dos exércitos de Dunkirk durante a Segunda Guerra Mundial, além de uma montagem mal feita, possui um enredo fraco e uma trama que - ao tentar mostrar a frieza da guerra não apegando o espectador - é incapaz de passar qualquer sensação na maioria dos momentos. E qual é o objetivo da arte, senão o de criar sensações?

Seguindo a ideia de que Nolan tenta passar a noção de frieza da guerra ao retratar a realidade de forma realista, ele comete diversos erros com a falta de detalhes gráficos diante das cenas de violência e explosões. Alguém avisa o Nolan que quando se diz em criar novos universos na arte, mencionando a criatividade, ninguém quis dizer criar uma realidade mal desenvolvida onde bombardeios não matam praticamente ninguém. Muito menos em um filme que se diz representar fatos reais.

Os momentos iniciais do filme são soníferos e repetitivos, e a trama no geral leva tempo demais para definir o rumo que desejava tomar, e parece que só serve para mostrar algumas paisagens bonitas com enquadramentos bem feitos.

Enfim, um filme para ser chamado no máximo de mediano, longe de merecer as indicações que recebeu.

Ziggy


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