Mr. Robot e a cultura hacker

Publicada em 21:06 - 04/06/2015 por IgoPH

FINALMENTE!

Uma série com a cultura hacker seja grey, black ou whitehat retratada de forma menos Filme Hackers (1995), (apesar de esse filme ter inspirado gerações ser modestia parte MUITO BOM! (The Prodigy e New York Underground im looking at you).

Claro nem tudo são flores, as cenas de hacking nunca serão retratas de forma fiel, mas só os portscans e brutforces já ajudam. Não ficaria bem uma tela preta cheia de caracteres indecifráveis à audiência, ou metade de um episódio retratando somente a tela de um computador igual a The Scene, simplesmente não conseguiria chegar à TV, mesmo que a cabo nos EUA. Algumas outras coisa, tipo cadê o codinome hacker de Elliot, ou a drug dealer diretamente de Blue Mountain State, ou talvez a patricinha de Suburgatory. Se ao menos fosse a Jane Levy com seu senso crítico ja presente na mesma Suburgatory. E a mocinha amiga do Elliot não parece muito fazer o tipo com quem ele se envolveria, apesar de ainda ser muito cedo para tirar essas conclusões.

Christian Slater já é um velho conhecido desse público, creio eu, desde os tempos de Pump Up The Volume (1990), quando o rapaz transmitia ondas de rádio pirata para uma comunidade jovem que se sentia entediada, inspirando-os a um ponto de rebeldia, passando por séries mediocres mas engraçadas como Breaking In.

Assim como Elliot, o protagonista de Mr. Robot, Mark Hunter de Pump Up the Volume, era um rapaz timido que não socializava bem, mas inspirava seus colegas de colégio quando começava a transmitir via rádio seus pensamentos mais profundos. Claro que Pump Up the Volume parece mais um Chick flick que um filme com a cultura hacker. Entretanto os tempos eram outros e aquilo naquela época era o equivalente de internet que eles possuíam. Elliot em contrapartida representa mais fielmente os hackers dessa geração. Tenho certeza que muitos deles são extremamente introvertidos a ponto de terem fobias sociais iguais, passam horas na frente de um computador (óbvio) e são usuários ocanionais de drogas.

Mas a cultura continua a mesma desde os primórdios da tecnologia. São pessoas que gostam do desafio, gostam de ver o que há por trás de cada código, de cada sistema, gostam de ver como as coisas funcionam e têm uma visão diferente do mundo. Talvez isso ao longo dos anos tenha se deteriorado e a palavra venha a refletir alguém com conhecimentos que os usa invariavelmente para o mal. Mas sei que você que se identificou com a série sabe muito bem a diferença e sabe também que hackers são em sua essência pessoas curiosas.

Alguns podem e usam esses conhecimentos para o mal sim, e há pessoas que ficam no limbo entre o bem e o mal, onde nosso amigo Elliot parece se encaixar, mas quem pode culpá-lo? Afinal, já estabelecemos que uma pessoa com uma visão diferente do mundo, teria também uma visão de sociedade. Logo você deve passar a fazer as coisas diferentes, mais do seu modo, sem se importar muito com as leis estabelecidas. Hackers muitas vezes somente observam, igual ao protagonista da série. Entretanto algumas vezes deve-se agir (eu sei que você leu Snowden). E aí parecemos nos beneficiar mais do que temer essas pessoas curiosas.

Parece que a pesquisa foi feita em Mr. Robot e teremos ao menos um gostinho dessa cultura na série, e claro um pouco mais de Vigilantismo. Seria Mr. Robot o equivalente de Demolidor da Netflix nas telas de computadores?

Ainda vamos descobrir, eu achei muito boa e tenho esperanças. E vocês?

 

 


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