How I Met Your Legenders

Publicada em 00:12 - 02/12/2014 por Zeca

Crianças, em novembro de 2014, sua mãe e eu viajamos para o sudeste do Brasil. Depois de meses planejando a viagem, partimos do Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Alagoas, para o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, partindo depois para o Rio de Janeiro. Como a segunda parte daquela maravilhosa viagem de sete dias, depois de curtir a capital fluminense por três dias e meio, voltaríamos para São Paulo e ficaríamos o restante do tempo por lá. E foi no penúltimo dia da viagem, dia 19/11 pra ser mais exato, que pudemos conhecer - pela primeira vez na história - alguns dos membros da Equipe InSUBs.

De todas as pessoas que eu vi nos sete dias de viagem, conhecia apenas três. Todos os outros, incluindo os colegas insubianos, eram amigos de internet que eu conheceria pela primeira vez e não, nenhum deles era um homem de meia-idade tentando me comer. Ao menos não que eu tenha percebido. Quando Bassi e eu descemos do apartamente onde estávamos hospedados para esperar Hugo e CHaandde chegarem de carro, eu ficava pensando se o encontro seria estranho ou natural. Depois de enfrentar aquele trânsito massa de São Paulo, a dupla que forma o maior bromance dos bastidores da InSUBs chegou. Nós entramos no carro e a reação foi a mesma de todas as vezes em que eu conheci alguém da internet: nós simplesmente começamos a conversar. Assim, sem frescura, como se nós fôssemos amigos de longa data que se viam todo dia. Claro que com alguns isso não rola tanto quanto com outros, mas talvez a experiência - que por muitas vezes, se torna sofrimento - de ser legender tenha unido mais esse determinado grupo. Encontro feito, o destino era certo: McDonald's.

É o seguinte, crianças. Hugo e CHaandde fizeram parte da equipe lendária da última temporada de How I Met Your Mother. Para facilitar a vida de todos, o revisor da série decidiu criar um grupo nesse app que todos os jovens adoram chamado WhatsApp, deixando mais fácil a comunicação em momentos de urgência. Por não estarem legendando a série na grande parte da semana, os componentes daquele grupo (e os agregados que vieram depois) logo criaram um laço, coisa muito comum dentro da InSUBs e dentro de qualquer grupo que conviva por muito tempo. Parte da cultura desse grupo, como em muitos outros grupos de WhatsApp, consistia em enviar fotos de comida. E o restaurante favorito desses futuros cardíacos tem nome gringo e um mascote meio medonho. Sendo assim, decidir o lugar do almoço foi fácil. Num shopping lotado de palmeirenses, encontramos o McLanche Feliz mais próximo e fizemos inveja aos outros integrantes do grupo. É meio que impossível que um legender não goste de filmes, então a ida ao cinema que sucedeu o almoço era meio óbvia. Andamos um pouco para matar tempo e depois fomos ver a linda da Jennifer Lawrence enrolar o público por duas horas. Com mais uma tradição realizada, já tínhamos a próxima parada em mente: conhecer mais uma insubiana. Dona PenélopeC chegaria da sua viagem de ostentação argentina no Aeroporto de Guarulhos, para o qual nos deslocamos a fim de conhecê-la. Tudo isso movido por profundas amizade e admiração. Não por motivos superficiais, como ganhar um alfajor. Mais uma vez, o encontro foi natural. Mais baixinha do que aparentava ser, a moça do alfaj... Digo, a Penélope nos encontrou e a conversa sobre legenda correu solta.

Eu legendei sozinho por muito tempo. Só de ter a Bassi comentando sobre legendas do meu lado era estranho, mas cinco pessoas falando daquilo como se fosse o emprego delas, algo completamente normal... era estranho. Não de uma maneira ruim, mas estranho. E aquilo continuaria noite adentro, porque depois de nos despedirmos da moça lá, voltamos para São Paulo, rumo à Rua Augusta. Lá, num bar que eu nem lembro mais o nome, os últimos encontros da noite aconteceriam. Depois de rodar para achar um estacionamento, fomos ao bar e lá estavam Lettts e Gugasms. Instantes depois, nada menos do que a fundadora da InSUBs, dona FláP, juntou-se a nós. Lá estava formado o grupo que fecharia a noite. Tivemos o prazer de conhecer a fofa da Letts na hora, coisa que Bassi e eu estávamos acostumados àquela altura da viagem, já que foi tudo que fizemos durante a semana inteira. Mas sentar na mesa de um bar e dividir cerveja com FláP e Gugasms, meus primeiros chefes e pessoas que eu conheço há sete anos, foi meio surreal. Foi a FláP que me convidou para ser legender. Foi com ela que eu conversei sobre coisas pessoas e pedi conselhos. Foi pra ela que eu desenhei momentos importantes da vida dela. E foi o Gugasms que me tornou um legender melhor. Que me transformou em revisor. Que sempre tava ali dando bronca, mas também tava online no MSN uma vez quando eu cheguei em casa bêbado aos 15 anos e puto da vida porque minha mãe tinha me arrancado de uma festa. Era meio que a melhor maneira de fechar o dia insubiano.

Conhecer as duas pessoas que me fizeram o legender que eu fui e sou. Bebemos, rimos e falamos besteira até as 5h da manhã. Saímos do bar e fomos comer um hambúrguer que eu vergonhosamente não tive estômago pra terminar. Saímos da lanchonete e eu me despedi da Lettts e do Guga e depois dei um abraço apertado da FláP, como obrigava o tempo que a conhecia. Voltamos ao hugomóvel - que tem o pior GPS da história - e partimos rumo ao nosso abrigo em solo paulista, onde o dia começou. A última despedida da noite foi feita e Hugo e CHaandde pisaram na estrada de volta para Campinas. Acabava, então, um dia anormalmente normal, com pessoas que eu nunca tinha visto, mas sempre estiveram por ali. E foi assim, crianças, que eu conheci os legenders de vocês.


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