How i met my friends

Publicada em 09:01 - 18/01/2014 por Zeca

Na primeira vez que eu assisti Friends na vida, eu devia ter por volta de nove ou dez anos. Lembro bem de estar na sala de casa, trocando de canais quando a cena onde um cara conversa com a mulher dele por telefone na sacada de uma apartamento enquanto um amigo dentro do apartamento tenta adivinhar se ele está sorrindo ou triste me chamou a atenção (http://www.youtube.com/watch?v=VYoDuEMm_dM).

Foi o começo de uma boa e infinita amizade. No ano de 2014, a melhor comédia da história da televisão fará 20 anos de existência, desde sua primeira exibição lá no maravilhoso 22 de Setembro de 1994, e também completará 10 anos desde que seu último episódio foi exibido, lá no horrível 6 de Maio de 2004. Eu não sou de chorar assistindo filmes ou séries, não porque eu seja machão ou nada do tipo, mas simplesmente porque não consigo me conectar emocionalmente a uma história ao ponto de me desmanchar em lágrimas. E a última vez que isso aconteceu foi quando eu vi aqueles seis amigos saindo daquele corredor pela última vez.

Mais que uma série hilária, Friends é uma série terapêutica. Porque não são apenas personagens envolvidos numa história boa e interpretados por atores que possuíam uma química e timing ótimos. Sempre que eu assisto a um episódio é como uma reunião com velhos amigos. Essa série é como aquele amigo que todo mundo tem e pra quem todo mundo recorre quando está numa pior. Pode parecer exagero, mas é bem isso mesmo. Sempre que eu estiver mal e não quiser contato com ninguém, mas ainda assim quiser o consolo de um amigo, sei que Rachel, Monica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross vão me distrair e me fazer esquecer de qualquer problema. É e sempre foi assim e não vejo nenhuma indicação de que isso vá mudar algum dia. Até mesmo fora da série, essas pessoas continuam a fazer isso, com suas pequenas reuniões em suas séries atuais, como a participação especial de Matthew Perry no 2º episódio da 5ª temporada de Cougar Town. Meu vício por Friends é tanto que eu decorei praticamente todas as falas do episódio “The One Where Everybody Finds Out”, no qual o romance, até então secreto, de Monica e Chandler é revelado.

Vez ou outra, classifico esse episódio como meu preferido (por causa de tamanha bizarrice da minha parte), mas cá entre nós, qual é o melhor: esse episódio ou o episódio que a Phoebe corre? Ou o episódio em que Joey e Ross tiram sonecas juntos? Sem esquecer do episódio em que a Emma nasce, ou o que Ross e Rachel cantam “Baby Got Back” ou aquele em que o Danny DeVito faz o hilário stripper chorão. Quanto mais você tenta pensar em um episódio preferido, mais você percebe que: “Oh, my God. It’s like Sophie’s Choice.”.

Depois que Friends acabou e eu chorei como uma menininha, achei que nunca mais iria assistir outra série como aquela. De fato, isso nunca aconteceu. Mas em 2008, eu conheci outro grupo de amigos que moram em Nova York que preencheram um pouco o vazio deixado pelo sexteto. Mas dessa vez, ao invés de amigo, eu virei criança. E comecei a ouvir a incrível história de como o pai conheceu a mãe. Quando eu vi How I Met Your Mother pela primeira vez, foi uma coisa frenética e eu não consegui parar. Foram três temporadas em dois dias e meio, um download atrás do outro madrugada adentro, até ter que ficar esperando pela estreia da quarta temporada. Foi uma fase em que eu queria viver de terno, fazer uma Aposta do Tapa com algum amigo, em que tudo era awesome ou legendary.

E, assim como meus amigos do Central Perk, minha amizade com Ted, Marshall, Lily, Robin e Barney dura até hoje. E se em 2014, nós lembramos que nos despedimos daqueles seis há 10 anos, também teremos que nos despedir desses cinco. No horrível 31 de Março deste ano, HIMYM exibirá seu último episódio, o que não é nem um pouco Raven. Depois de oito anos em busca da Mamãe, nós finalmente a conhecemos e podemos ver toda sua fofura em tela. No episódio do dia 27, o 200º da série, poderemos ver também o que essa coisa linda andou fazendo até agora. E por mais que eu ame essa história e que eu vá ficar triste assim como fiquei em 2004, tudo que é bom, um dia acaba. E, infelizmente, chegou a hora.

Friends e How I Met Your Mother, duas séries que são muito parecidas em alguns aspectos, deixando o mundo da comédia um pouco mais triste nesse novo ano. Mas o que me consola é saber que mesmo que eles não venham me contar histórias novas toda semana, eu ainda posso, sempre que estiver triste, encontra-los e rir das antigas. E quando eu tiver meu filho e ele me perguntar o que eu assistia na idade dele, vou sentá-lo no sofá e dizer: “Filho, vou te contar uma história incrível. A história de como eu conheci esses amigos.”


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