E o Oscar vai para...

Publicada em 10:03 - 06/03/2014 por PenelopeC

Tudo bem, eu sei que não paro de escrever sobre filmes. Mas, prometo, essa é a última coluna com esse tema por um bom tempo. 

Mesmo tendo participado do podcast (você pode ouvir ali do lado direito), não consigo resistir. Preciso escrever sobre os filmes. Cada um deles é fantástico de uma forma única. Independente de quem ganhar, acho que vale a pena assistir cada um deles.

Lembrando que essa é a minha opinião pessoal, certo? Não tenho nenhum tipo de conhecimento técnico, sou só mais uma espectadora.

CUIDADO! PODE CONTER SPOILER!!

Her - Um dos filmes que mais me marcou e emocionou. Ele conta a história do que pode ser um futuro próximo, quando um escritor de cartas (sério?) se apaixona por um Sistema Operacional Inteligente, que evolui e cria seus próprios pensamentos e emoções. É um romance moderno, com todas as características de um filme água com açúcar, mas não deixa de retratar os relacionamentos virtuais (e como eles podem chegar a certos extremos). Sim, sou manteiga derretida, e chorei no filme. Sim, fiquei desesperada junto com o Joaquim Phoenix quando ele não conseguia falar com a Scarlett Johannson. E sim, esse filme merece pelo menos o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Nebraska - Ver filme em preto e branco nunca foi meu forte. É esquisito, sei lá. Não gosto. O filme conta a história de pai e filho que viajam até Nebraska para pegar um prêmio da loteria. É bom, mas acho que não ganha.

Gravity - Gente, o tal do Alfonso Quarón tem uma capacidade de visualizar as coisas no cérebro dele que é fantástica. O filme é quase todo em efeitos especiais (já que se passa no espaço), e é focado em uma única atriz (Sandra Bullock, fantástica, mereceu todos os prêmios que já ganhou), o que me leva a acreditar que é tudo fruto da imaginação do Quarón. A história é de uma médica (o que ela fazia no espaço, gente?) que fica solta no espaço quando a nave em que ela estava é destruída por destroços em órbita. Não leva melhor filme, mas merece melhor diretor e, provavelmente, algum prêmio técnico.

American Hustle – Até hoje não entendi a indicação (e favoritismo) deste filme para o Oscar. Tudo bem, os atores e atrizes são fantásticos. Tudo bem, a história é legal e tudo mais. Mas, comparando com os outros indicados, este aqui ficou devendo bastante coisa. O filme conta a história de dois trapaceiros que são descobertos pela polícia e precisam entregar outros trapaceiros para poderem ficar livres (onde já vi isso antes?). O figurino é bem legal e fiel à época, mas precisava mesmo colocar tanto decote na Amy Adams??? Não gostei tanto assim, e não quero que ganhe o Oscar.

12 years a slave – Entre os 9 indicados a melhor filme, os próximos 5 são baseados em fatos reais. E isso acaba deixando tudo muito mais interessante. Vamos combinar, 2h de filme já é complicado. 2h de um filme tenso e pesado é mais complicado ainda! Ele retrata muito bem a vida de um escravo liberto que é recapturado e passa 12 anos na escravidão. É triste, revoltante, humilhante, e desesperador. Uma das cenas mais fortes é de uma escrava sendo açoitada (fiquei uns 2 dias com isso na cabeça). O filme é muito bom, mas também é bem pesado.

The Wolf of Wall Street – Se não fossem quase 3h de putaria e drogas, acho que levava o Oscar. O filme retrata de forma caricata o mundo obscuro de Wall Street, e conta a história de como Jordan Belfort ficou milionário da noite para o dia. Apesar de eu não duvidar que o filme retrata fielmente a realidade, fico me perguntando como uma pessoa conseguiu sobreviver tanto tempo com tanta droga no sistema dele. Enfim, o filme é fantástico. Leonardo DiCaprio merece o Oscar de Melhor Ator, mas infelizmente ele está concorrendo contra o McConaughey.

Philomena – Como não chorar com esta história emocionante sobre uma mãe em busca de seu filho adotado? O drama da busca, a descoberta de armações da Igreja (que vendia bebês), e toda a agonia é demostrada de maneira maestral. Judy Dench está perfeita no papel de Philomena, e para mim é uma das favoritas ao Oscar de Melhor Atriz.

Captain Phillips - Tom Hanks. Não precisa falar mais nada, não é? O filme é tenso, um suspense muito bem montado, que me deixou grudada na cadeira e de olhos vidrados na tela. Ele conta a história do primeiro navio americano a ser tomado por piratas somalis no mar da África. Muito bom, vale assistir. Não sei se leva melhor filme, mas mereceu a indicação. E Tom Hanks também seria forte candidato ao Oscar, mas o McConaughey não deixa espaço pra ninguém.

Dallas Buyers Club - Finalmente, o meu preferido. A história real de um heterossexual que se descobre soropositivo em uma época em que essa doença era ligada à homossexualidade. Além disso, o filme mostra como Ron Woodroof faz para lutar contra a doença e, conjuntamente, contra o sistema de saúde americano (que é uma merda). É emocionante, com atuações fantásticas. Para mim, merece o Oscar. Mas, pelo menos, tenho certeza que Jared e Matthew farão dobradinha nas categorias Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Ator. Os dois estão perfeitos no filme.

 

E vocês, assistiram os indicados? Quem vocês acham que leva?

 


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